Forças Armadas realizam levantamento interno após ofensiva dos EUA à Venezuela

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Consulta envolveu Marinha, Exército e Aeronáutica e não resultou em mobilização militar

As Forças Armadas brasileiras realizaram um levantamento interno de informações sobre a disponibilidade de meios militares após a ofensiva conduzida pelos Estados Unidos à Venezuela. O procedimento ocorreu no mesmo dia em que o governo federal iniciou a avaliação dos possíveis impactos do episódio no cenário regional.

Segundo informações confirmadas à Jovem Pan por fontes do setor de Defesa, a consulta envolveu Marinha, Exército e Aeronáutica e teve caráter informativo. Não houve deslocamento de tropas, reforço de efetivo, cancelamento de operações nem alteração na postura operacional.

No mesmo dia, o governo federal realizou reunião por videoconferência com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e assessores das áreas de Defesa e Relações Exteriores. O objetivo foi acompanhar os desdobramentos da ofensiva e avaliar possíveis reflexos para o Brasil, incluindo questões diplomáticas e de fronteira.

Após o encontro, o ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que a fronteira permanece aberta e que não há necessidade de reforço adicional no efetivo militar. Segundo ele, cerca de 200 militares atuam diretamente na faixa de fronteira, aproximadamente 2.300 estão lotados em Roraima e cerca de 10 mil militares atuam na região amazônica.

No campo diplomático, o Itamaraty informou que não há registro de brasileiros feridos e que cidadãos brasileiros não relataram dificuldades para deixar a Venezuela. Em nota oficial, o presidente Lula afirmou que a ofensiva representa “uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela”.

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