Em abril de 2018, partidos de esquerda paralisaram o Congresso com faixas e gritos de “Lula Livre”; agora, atacam movimentos semelhantes da oposição
- por Marco Toledo
A crítica da esquerda à ocupação do Congresso por parlamentares contrários à prisão domiciliar de Bolsonaro ignora que, em 2018, a esquerda usou a mesma tática. Na época, deputados do PT, PSOL, PDT e PCdoB interromperam os trabalhos da Câmara com cartazes e palavras de ordem pedindo “Lula Livre”, após a prisão do petista na Lava Jato.
A manifestação bloqueou a Mesa Diretora e paralisou a sessão legislativa.
O então líder do PT, Paulo Pimenta, classificou Lula como “preso político” e justificou a obstrução como resposta a uma prisão “ilegal”.
Agora, no entanto, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, comparou a ocupação feita pela oposição ao 8 de janeiro.
Já Lindbergh Farias chamou o ato de “inaceitável”. Dois pesos, duas medidas: o que vale como protesto para uns vira “vilipêndio” quando parte de outros.
