Justiça Federal aceita denúncia contra irmãos douradenses investigados por tráfico 

Por Adriano Moretto

A Justiça Federal aceitou denúncia realizada pelo MPF (Ministério Público Federal) contra os irmãos Hermógenes Aparecido Mendes Filho, 49, e Ronaldo Mendes Nunes, 40. Eles são investigados dentro da Operação Sanctus, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro do ano passado. 

Os dois são acusados de liderar esquema de tráfico internacional de drogas, operando no Brasil e no Paraguai. A ação ocorre em parceria com uma facção criminosa. 

No dia da operação, Ronaldo não foi capturado e segue foragido. Já o irmão dele está preso em Campo Grande. 

A Justiça Federal também acatou denúncia contra outras seis pessoas.

São elas Wuillhan Rojas, 38, Cristiane Maran Milgarefe da Costa, 28, Luan Yamashita Gonçalves, 33, Markus Verissimo de Souza, 25, Eduardo Faustino dos Santos, 51 e Jair Marques Neto, 48.

De acordo com a denúncia, os irmãos coordenavam a logística do tráfico de entorpecentes até os grandes centros e realizavam a lavagem do dinheiro. 

Como agiam os criminosos 

A organização foi alvo de operação no dia 8 de dezembro do ano passado. De acordo com as investigações iniciais da PF, eles agiam no tráfico internacional, realizando a entrada da droga no país a partir da cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Eles ocultavam  entorpecentes em pneus de caminhões de carga, que, para dissimular o transporte da droga, carrega produtos lícitos até o interior do Paraná e, de lá, para o Rio de Janeiro.

Ainda conforme as informações, os investigados promoviam a lavagem de dinheiro por meio de uma rede de pessoas e empresas, para os quais remetiam e recebiam grandes quantias de valores em espécie por depósitos em terminais de autoatendimento.

Além disso, o esquema conta com a ocultação patrimonial de empresas e imóveis, cuja propriedade formal está em nome de laranjas, testas de ferro e, no caso dos imóveis, em nome de seus antigos proprietários.

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