{"id":3141,"date":"2024-05-22T11:40:45","date_gmt":"2024-05-22T15:40:45","guid":{"rendered":"https:\/\/suanoticiaaqui.com.br\/news\/?p=3141"},"modified":"2024-05-22T11:40:45","modified_gmt":"2024-05-22T15:40:45","slug":"nao-vai-faltar-arroz-no-brasil-apesar-do-governo-lula-criar-alarme-no-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/suanoticiaaqui.com.br\/news\/2024\/05\/22\/nao-vai-faltar-arroz-no-brasil-apesar-do-governo-lula-criar-alarme-no-mercado\/","title":{"rendered":"N\u00e3o vai faltar arroz no Brasil, apesar do governo Lula criar alarme no mercado"},"content":{"rendered":"\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Por <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/autor\/marcos-tosi\/\">Marcos Tosi<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Mesmo com a trag\u00e9dia das enchentes no Rio Grande do Sul, a safra ga\u00facha de arroz, que atende 70% do consumo nacional, dever\u00e1 ser apenas 1,24% menor do que no ano anterior, atingindo 7,15 milh\u00f5es de toneladas. S\u00e3o estimativas oficiais, do Instituto Riograndense do Arroz (Irga).<\/p>\n\n\n\n<p>A condi\u00e7\u00e3o, portanto, deveria ser de tranquilidade no mercado. Deveria, se n\u00e3o fosse a a\u00e7\u00e3o do governo de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) \u2013 considerada desastrada pelo setor produtivo \u2013 que baixou&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/medida-provisoria-n-1.217-de-9-de-maio-de-2024-558816437\" target=\"_blank\">Medida Provis\u00f3ria<\/a>&nbsp;autorizando a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a importar um milh\u00e3o de toneladas de arroz. O objetivo declarado foi o de \u201cevitar especula\u00e7\u00e3o financeira e estabilizar o pre\u00e7o do produto nos mercados de todo o pa\u00eds\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O efeito, no entanto, foi o contr\u00e1rio do pretendido. Ap\u00f3s o an\u00fancio do governo federal, em v\u00e1rias partes do pa\u00eds os consumidores correram \u00e0s compras para estocar arroz, o que levou a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Supermercados (Abras) a emitir nota assegurando que os estoques e opera\u00e7\u00f5es de abastecimento do varejo estavam normalizados. A associa\u00e7\u00e3o apelou, contudo, para que \u201cas pessoas n\u00e3o fa\u00e7am estoques em casa, para que todos tenham acesso cont\u00ednuo ao produto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Interven\u00e7\u00e3o pode trazer preju\u00edzos de longo prazo<\/h2>\n\n\n\n<p>A corrida aos supermercados foi apenas o dano mais imediato e vis\u00edvel da a\u00e7\u00e3o intervencionista do governo Lula. Analistas do setor dizem que a importa\u00e7\u00e3o de arroz por via estatal poder\u00e1 desestimular os produtores ga\u00fachos, levando a uma redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea plantada na pr\u00f3xima safra. Da\u00ed, sim, n\u00e3o haver\u00e1 como evitar uma eleva\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es em 2025, e a pre\u00e7os mais altos do que os oferecidos no mercado dom\u00e9stico.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, de El Ni\u00f1o e com estoques apertados, os produtores j\u00e1 haviam plantado cerca de 10% mais de \u00e1rea, antecipando a probabilidade de perdas por efeitos clim\u00e1ticos. Como j\u00e1 mostrou reportagem da Gazeta do Povo,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/tragedia-no-rs-deve-pressionar-precos-do-arroz-em-todo-o-brasil\/?ref=link-interno-materia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">os pre\u00e7os em n\u00edvel internacional est\u00e3o sustentados<\/a>&nbsp;devido \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o da \u00cdndia de exportar o produto e \u00e0 quebra em v\u00e1rios outros pa\u00edses produtores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom pre\u00e7os competitivos e margens satisfat\u00f3rias, naturalmente haveria aumento de \u00e1rea para 2025. Havia expectativa de voltar ao estado de normalidade, de equil\u00edbrio. Mas esse choque de oferta (importa\u00e7\u00e3o do governo), num momento em que os produtores ga\u00fachos t\u00eam enormes preju\u00edzos por conta dos alagamentos, s\u00f3 vai trazer mais desincentivo a uma cultura j\u00e1 bastante prejudicada\u201d, aponta Evandro Oliveira, analista da ag\u00eancia Safras &amp; Mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Oliveira observa que os produtores de arroz do Rio Grande do Sul v\u00eam de duas safras consecutivas castigados por secas ligadas ao fen\u00f4meno La Ni\u00f1a, al\u00e9m de elevados custos de produ\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, a importa\u00e7\u00e3o estatal \u00e9 um desincentivo. \u201cVai causar uma bagun\u00e7a no mercado. Muitos produtores j\u00e1 est\u00e3o com preju\u00edzos e produtividade baixa. Da\u00ed vem esse choque de oferta, derruba o pre\u00e7o, e o produtor ficar operando em toda a temporada com margem negativa. \u00c9 algo totalmente fora da realidade\u201d, aponta.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota t\u00e9cnica de an\u00e1lise, o Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq\/USP) n\u00e3o v\u00ea sentido na inten\u00e7\u00e3o do governo de &#8220;importar e disponibilizar a atacadistas e varejistas em regi\u00f5es deficit\u00e1rias&#8221;. &#8220;N\u00e3o parece haver l\u00f3gica nesse processo, que pode acabar atrapalhando a din\u00e2mica das transa\u00e7\u00f5es privadas&#8221;, pontua o Cepea.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Setor do arroz divulgou &#8220;nota \u00e0 sociedade brasileira&#8221;<\/h2>\n\n\n\n<p>A dificuldade adicional criada pelo governo Lula levou entidades representativas da produ\u00e7\u00e3o e da ind\u00fastria do Rio Grande do Sul a divulgar uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/federarroz.com.br\/abastecimento-de-arroz-esta-garantido\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cnota \u00e0 sociedade brasileira\u201d<\/a>. No documento, o setor insiste que \u201cinexiste risco de desabastecimento de arroz ao mercado consumidor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a nota, \u201cuma poss\u00edvel diminui\u00e7\u00e3o da disponibilidade de arroz em raz\u00e3o das perdas de produtores afetados pelas enchentes que assolam o estado ser\u00e1, inevitavelmente, compensada pelo incremento da importa\u00e7\u00e3o e perda de competitividade do arroz brasileiro no mercado externo\u201d. Estima-se que o pa\u00eds deixar\u00e1 de exportar 500 mil toneladas, o que ser\u00e1 mais do que suficiente para compensar a quebra na safra ga\u00facha. O consumo anual de arroz dos brasileiros est\u00e1 em torno de 10,5 milh\u00f5es de toneladas, que \u00e9 praticamente o mesmo volume do que \u00e9 produzido internamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAo anunciar uma importa\u00e7\u00e3o que pode chegar a um milh\u00e3o de toneladas, o governo provocou na sociedade uma corrida aos supermercados, se imaginando que pode faltar arroz. N\u00e3o h\u00e1 motivo algum para falar em desabastecimento&#8221;, assegura Alexandre Velho, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Fedearroz).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Importa\u00e7\u00e3o estatal de arroz mostra &#8220;falta de sensibilidade&#8221;<\/h2>\n\n\n\n<p>&#8220;Este an\u00fancio foi, na verdade, uma falta de sensibilidade, porque o nosso problema hoje n\u00e3o \u00e9 quantidade de arroz estocada, mas dificuldade log\u00edstica com o interior do estado e uma pane no sistema de emiss\u00e3o de notas do governo ga\u00facho. Mas a liga\u00e7\u00e3o do litoral ga\u00facho com os grandes centros est\u00e1 normal e temos bastante arroz para deslocar para o restante do pa\u00eds\u201d, diz o dirigente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Velho, h\u00e1 melhor destino para o dinheiro p\u00fablico do que empenhar R$ 4 bilh\u00f5es para internalizar arroz pelas m\u00e3os do governo. \u201c\u00c9 um recurso que teria de ser empregado nas estradas, para reconstruir pontes, salvar fam\u00edlias que ficaram sem casas, que perderam m\u00e1quinas, tratores, colheitadeiras e o gado que existia nas propriedades. \u00c9, no m\u00ednimo, uma falta muito grande de sensibilidade das autoridades\u201d, argumenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Na semana passada, ao justificar a proposta de importa\u00e7\u00e3o de arroz pela Conab, o ministro da Agricultura, Carlos F\u00e1varo, ainda tentou acalmar os agricultores. \u201cNeste momento, a medida vem para evitar qualquer especula\u00e7\u00e3o com o pre\u00e7o do arroz. Tamb\u00e9m j\u00e1 conversei com os produtores para deixar claro que n\u00e3o \u00e9 para concorrer com o nosso arroz, at\u00e9 porque os produtores j\u00e1 t\u00eam para suprir a demanda nacional, por\u00e9m, tem dificuldade log\u00edstica. Com a dificuldade log\u00edstica para abastecer, vem a especula\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Na realidade, \u00e9 praticamente imposs\u00edvel que a importa\u00e7\u00e3o de um milh\u00e3o de toneladas de arroz n\u00e3o mexa com o mercado interno. \u201cN\u00e3o tem como n\u00e3o concorrer. Isso pode provocar uma guerra de pre\u00e7os. N\u00e3o \u00e9 o produtor nem a ind\u00fastria que controlam o pre\u00e7o de venda do produto. S\u00e3o regras de mercado, oferta e demanda, paridade em rela\u00e7\u00e3o ao Mercosul, taxa de c\u00e2mbio, tudo isso facilita ou dificulta a importa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do pre\u00e7o internacional\u201d, pontua Velho. Oliveira, da Safras e Mercado, diz que a \u00fanica forma de diluir o impacto no mercado \u00e9 se houver uma compra fracionada, ao longo de um ano.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Lula falou em trazer arroz de onde n\u00e3o tem: Venezuela e Bol\u00edvia<\/h2>\n\n\n\n<p>Cada vez que fala em intervir no mercado para colocar \u201ccomida barata na mesa dos brasileiros\u201d, o presidente Lula costuma rechear suas falas com doses de equ\u00edvocos e desinforma\u00e7\u00e3o. Na semana em que come\u00e7aram as enchentes no Rio Grande do Sul, por exemplo, Lula afirmou que \u201ca gente vai ter que importar arroz da Bol\u00edvia, do Paraguai, do Uruguai, da Argentina para a gente baratear o pre\u00e7o do arroz e do feij\u00e3o neste pa\u00eds\u201d. Antes, ele j\u00e1 havia afirmado que o governo \u201cdeu uma vacilada\u201d por n\u00e3o ter importado arroz mais barato da Venezuela.<\/p>\n\n\n\n<p>Venezuela e Bol\u00edvia n\u00e3o s\u00e3o mercados exportadores de arroz e dependem de importa\u00e7\u00f5es, inclusive do Brasil, para atender as pr\u00f3prias necessidades. \u201cFaz uns 25 anos que a Venezuela n\u00e3o consegue produzir o arroz que consome. Eles importam muito arroz via Roraima, que internalizam contrabandeando em cima de caminhonetes durante a noite, na fronteira\u201d, aponta o consultor Vlamir Brandalizze, para ilustrar que \u00e9 imposs\u00edvel ser socorrido pela Venezuela nesse momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao feij\u00e3o, citado por Lula, os pre\u00e7os j\u00e1 ca\u00edram 43% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, ap\u00f3s a entrada de uma nova safra cheia, o que tira o sentido de qualquer a\u00e7\u00e3o governamental para supostamente for\u00e7ar a baixa dos pre\u00e7os. Por outro lado, o Rio Grande do Sul participa com apenas 2,2% da produ\u00e7\u00e3o brasileira, e j\u00e1 estava com todo o feij\u00e3o colhido quando chegaram as chuvas. \u201cA popula\u00e7\u00e3o pode ficar tranquila, n\u00e3o vai faltar feij\u00e3o este ano\u201d, observa Marcelo Luders, diretor do Instituto Brasileiro do Feij\u00e3o (Ibrafe).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Especula\u00e7\u00e3o de que governo trar\u00e1 arroz da China<\/h2>\n\n\n\n<p>A disposi\u00e7\u00e3o do governo de importar arroz pode se transformar numa saga desafiadora. O Paraguai, principal fornecedor, teve quebra de 15% na safra e j\u00e1 comercializou boa parte com clientes europeus. No que sobrou, os produtores p\u00f5em um pre\u00e7o \u201cpara n\u00e3o vender\u201d de quase mil d\u00f3lares a tonelada, segundo Oliveira, da Safras e Mercado. O Uruguai, por outro lado, tamb\u00e9m est\u00e1 tendo preju\u00edzo com as chuvas. Quem poder\u00e1 suprir parte da demanda \u00e9 a Argentina, mas limitada a cerca de 100 mil toneladas. Restariam como fornecedores a \u00c1sia e os Estados Unidos, no segundo semestre.<\/p>\n\n\n\n<p>A temporada atual de arroz j\u00e1 come\u00e7ou com estoques baixos no Brasil, de menos de 500 mil toneladas. Ap\u00f3s o an\u00fancio de importa\u00e7\u00e3o do governo, a ind\u00fastria desistiu de importar 75 mil toneladas do gr\u00e3o da Tail\u00e2ndia. A conclus\u00e3o foi de que, sem saber com seguran\u00e7a o volume a ser adquirido pela Conab, novas compras poderiam apenas inflar a oferta e prejudicar o mercado interno.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma especula\u00e7\u00e3o no mercado de que os chineses possam estar preparando uma jogada, ensaiada com o governo Lula, para \u201cficarem bem na foto\u201d. Apesar de n\u00e3o serem exportadores de arroz, os chineses det\u00eam os maiores estoques mundiais. Poderiam abrir exce\u00e7\u00e3o e exportar arroz para o Brasil, num momento de calamidade, para ganhar simpatia e estreitar rela\u00e7\u00f5es com o governo Lula. \u201c\u00c9 uma hip\u00f3tese que surgiu, porque nos \u00faltimos dias temos sido procurados por m\u00eddias chinesas\u201d, disse uma das fontes ouvidas pela&nbsp;<strong>Gazeta do Povo<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo com a trag\u00e9dia das enchentes no Rio Grande do Sul, a safra ga\u00facha de arroz, que atende 70% do&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3142,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3141","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/suanoticiaaqui.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3141","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/suanoticiaaqui.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/suanoticiaaqui.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/suanoticiaaqui.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/suanoticiaaqui.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3141"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/suanoticiaaqui.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3141\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3143,"href":"https:\/\/suanoticiaaqui.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3141\/revisions\/3143"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/suanoticiaaqui.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3142"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/suanoticiaaqui.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3141"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/suanoticiaaqui.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3141"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/suanoticiaaqui.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3141"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}